quinta-feira, 24 de abril de 2014

Meu vinho eterno...

Como a uva que espera a colheita para se dar em sua melhor forma... somos hoje nosso melhor e mais apurado vinho...


                                   [Fonte: Art of Woman]

Sabe, você tem um jeito todo especial de me mostrar que ama
Tem este seu jeito de me ter como na primeira vez
Você vive há tempos nos meus sonhos, desde lá do meu passado
Sabe, amor, eu sempre quis seguir a vida inteira do seu lado

Sabe, cada vez que estamos juntos, eu sinto este amor eterno
Seu corpo inteiro me aquece, me protege e é tudo o que eu quero
Nosso amor é bem melhor que vinho antigo, nosso sabor é diferente
Felicidade é viver hoje, até perder as horas, o que a gente sente...

A ti, meu amor... por resgatares a menina que te amou ao primeiro olhar, pela mulher que se desabrochou um dia em teus braços, pelo futuro tão esperado que tornaste presente...


Do vinho antigo de Biafra ao meu vinho eterno...





Os Livros e Eu

E no Dia Mundial do Livro...

               [Fonte: Aisemann, J. (2014)]

23 de abril é o Dia Mundial do Livro... muitos passaram em minhas mãos e me marcaram profundamente. Autores diversos, histórias incríveis... Elencar um que me marcou a vida é impossível, mas eu diria que é possível extrair de cada um uma marca para algum aspecto importante do que sou... do que busco...

Em Perdas & Ganhos (Lya Luft): aprendi a apreciar a maturidade e reconhecer que, embora os traços desta sejam visíveis, ela nos torna melhores... especialmente por dentro.

Amor de Perdição (Camilo Castelo Branco): aqui, conheci o amor que nem a morte separa... aliás... que se une na morte para, enfim, ter vida.

Chorei... chorei... chorei muito Quando Nietzsche Chorou (Irvin Yalom) e entendi as angústias que rondavam minh'alma... e ainda estão aqui...

Em Verônica Decide Morrer (Paulo Coelho), compreendi que há sanidade na loucura.

Na Margem do Rio Piedra eu (também) Sentei e Chorei (Paulo Coelho)... pelo não vivido, pelos instantes mágicos perdidos, pela felicidade, que, embora muitas vezes diante do nariz, seguimos buscando-a além de nós...

Em Muito Além do Corpo (Luzilá Gonçalves Ferreira, minha ex-professora e tão amada mestra), em meio ao "Eu", o "Ele", o "Tu"... eu sonhava com o "Nós"... e descobri a vontade de escrever, que venho buscando aprimorar ao longo dos anos... Desde então pensei: 'ainda hei de narrar a minha própria história'... Embora isto tenha se dado há pelo menos duas décadas, ainda não virou livro, mas já se debruça num conto, que será lançado em 02 de maio próximo...

Vivo algumas horas do dia (manhã e noite) em meio aos Narnianos, Telmarinos, Galmarinos, Carlomanos, elfos, náiades, dríades, centauros (tão eu), magia, fantasia... e me vejo em suas aventuras, muito mais ricas, emocionantes e apreciativas do que aquelas que vivo, de fato, no dia a dia, sem querer, sem pedir, sem gostar... sem ter o que apreciar... partilhar... Viva C.S. Lewis, e suas Crônicas de Nárnia!

Ahhh...Há ainda uma gama de livros que costura a colcha de retalhos que hoje sou... e que nunca haverá de estar completa, porque, no mundo da leitura e da escrita, da fantasia, da emoção... enquanto este velho e inquieto peito bater acelerado... enquanto a alma viver... fui início, sou meio... mas não findarei jamais...

domingo, 13 de abril de 2014

Está quase chegando a hora...

A nossa história ganhando as páginas de um livro...



Está quase chegando a hora... a nossa história virou conto, ganhou as páginas de um livro. Curioso é que será lida em primeira mão por falantes de outra língua... a minha segunda língua. Percorrerá os salões de Genebra e os leitores saberão porque tanto falo de ti, porque minhas letras são tão carregadas de magia, de mistério... porque tanto exalto este amor.

Está quase chegando a hora... e justamente em maio, um mês envolto aos enlaces, o nosso conto, há tanto tempo concebido, nascerá e ganhará o mundo, tocará corações de gente de toda a terra. O que se deu em mim quando ainda menina cresceu, amadureceu, sofreu a espera, a distância, as dores, os desenganos... e permanece vivo... e cresce a cada dia, especialmente porque agora caminha em tua companhia.

Está quase chegando a hora... e no Varal Antológico 4[1], dia 02 de maio, "A nossa história: começo, meio e... segue..." estreará pelos corredores do 28o Salão de Literatura e da Imprensa (Genebra-Suíça) e de lá saber-nos-ão... compreenderão que depois de muitas perdas e momentos de tristezas e incertezas, finalmente podemos seguir escrevendo a nossa história... E novamente posso dizer que... Minhas páginas agora têm novas cores, e mesmo com os percalços inerentes à caminhada, têm tuas mãos que as minhas apoiam, o teu abraço que meu ser inteiro acolhe, tem tu, que narras e escreves junto comigo as linhas do livro de nossas vidas...


[1] Aisemann, J. (Org.). Varal antológico 4. Jaraguá do Sul: Desing Editora Ltda, 2014.

domingo, 9 de março de 2014

Eu sei que vou te amar... por toda a minha vida...

...amo-te inteiro e tanto... e sempre...


Hoje é o teu dia, tanta coisa contigo eu queria, dedicar a ti alguns versos, soltar a voz e cantar.
Quero sentir teu toque ardoroso, teu beijo gostoso, dançar contigo uma valsa, o teu corpo abraçar.
Contigo, meu sorriso é radiante, sinto-me inteira, vibrante, teu olhar me tonteia, teu cheiro me entorpece.
Quando dormimos lado a lado, meu ser é só alegria, feliz é o dia que para mim amanhece.

Não consigo te tirar do pensamento e é tão forte em alguns momentos que posso até te sentir.
Meu corpo estremece, um arrepio percorre a espinha, teus sussurros e suspiros começo a ouvir.
É sempre assim que acontece, mesmo quando distante, imaginar-te em mim sou capaz.
Tu celebras nova vida, muitas etapas vencidas, mas é a mim que agracias, felicidade me dás.

Se eu fosse escolher para ti uma cantiga, não seria muito difícil adivinhar.
Cantaria com o peito inflamado, a alma embevecida, os olhos marejados: ‘eu sei que vou te amar’.
És o meu amor desde menina, cresci desejando-te a cada dia, em teus braços descobri-me mulher.
Não preciso muito, sabes bem, ao olhar-te meus olhos brilham, o coração não titubeia: é a ti que ele quer.

 Agradeço aos céus por este sentimento, ora vida ora tormento, mas minha eterna fonte de inspiração.
Por ti faço uma prece: Deus te conceda muitos anos de vida, preencha de contentamento teu coração.
Independente do que nos reste na vida, que a gente siga cumprindo o que um ao outro prometeu.
Não há nada mais iluminado em minha vida do que estar ao teu lado, ser tua e ter-te meu.

Feliz aniversário, meu amor!

Amo-te inteiro e tanto e sempre...
A cada encontro, a cada volta, a cada espaço de tempo em que distantes estamos.
Amo o teu corpo, onde o meu descansa, e o calor que sinto em tua boca.
Amo a magia do estar ao teu lado e o repouso tranquilo depois de ter-te e tu a mim.
Amo o mistério que se fez em nossas vidas:
Nosso tempo de inocência, nossas trocas de olhares na adolescência...
Nossos caminhos separados, inevitavelmente sempre cruzados.
As idas e vindas dos anos, as alegrias, os desenganos e o destino astutamente sempre nos juntando.
Amo lembrar-me do nosso primeiro beijo, da minha espera até o feliz momento de me tomares numa entrega inteira para ti.
Amo a incerteza de jamais me pertenceres, e mais ainda a certeza de que sempre serei tua.
Amo o teu olhar que me despe e as tuas mãos que em mim tão deliciosamente deslizam.
Amo a dor quando me adentras e o delírio quando em mim derramas o teu gozo.
Amo o amor que fazemos, o modo de me teres tua.
Amo a expectativa do reencontro, e ainda mais a tua chegada.
Amo tua voz, teus beijos, teu sorriso, teu colo, teus suspiros, teu silêncio...
Teu enrosco em meu pescoço, tua companhia, tua ironia, tua simplicidade, tua autenticidade...
Teu cuidado, teu carinho, teu toque...
Amo-te inteiro e tanto... e sempre... Corpo, alma e coração.


[E... Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar...]

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O Tempo e o Amor

"Quanto tempo eu perdi sem ti..."


Uma inesquecível cena de novela... década de 1970... Não importa a era, há muito que vida e arte se misturam e se inspiram. Se eu replicasse esta cena, apenas trocaria os papéis... a espera seria minha... 35 anos... Ah... o tempo... mocinho ou bandido? Ou seria um bandido mocinho? Às vezes castiga, ora cura... muitas vezes ensina, aprimora e se apresenta renovado... E o que dizer do amor? Ora parceiro ora adversário do tempo... Ah, o amor... realmente um sentimento extraordinário... Pode surgir no primeiro olhar e logo saber-se reciprocado. Às vezes caminha sozinho... num vai e vem desencontrado, esperando a hora de se sentir aceitado... Fecha-se, acabrunhado e, desolado, busca consolo em outros colos... mas tudo é transitório, tudo é temporário. Outra vez sabendo-se só, ele insiste, teima, persiste, segue firme suas posições, tem total conhecimento de sua essência e, como num verso ritmado, sabe quais as únicas notas que compõem sua melodia... e delas não abre mão... E pode durar 50... 40... 35 anos... amadurecidos, renovados, fortalecidos... Tempo e amor finalmente se dão as mãos, e mesmo que enfrentem algumas nuvens escuras pelo caminho... seus dias agora serão de lua em pleno dia, sol iluminado em meio à madrugada... Se outras vidas tivera, viveria a mesma espera, pois o que bate em mim é assim: finalmente, sinto-me tua e te tenho em mim...

Obrigada, meu amor, por tudo o que me promoves...



sábado, 8 de fevereiro de 2014

A menina que roubava livros e eu...

Um dia encantador... e muitas emoções para guardar na memória...

O dia amanheceu chuvoso, mas o sol brilhava forte dentro de mim logo nas primeiras horas do dia... Sabia que teria a companhia do ser amado, uma história que comecei a escrever ainda menina, com muitas e muitas interrupções ao longo dos anos, e que agora retomo, preenchendo infinitas páginas com o coração carregado de entrega, de alma plenamente embevecida de amor, ternura, cumplicidade e volúpia, com todos os sentimentos renovados a cada encontro... como hoje. Depois do amor desabrochado, de novo, e sempre, um passeio para renovar as energias, e um filme para completar os momentos de emoção.

E ‘a menina que roubava livros’... roubou-me também o coração...


Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/mundoitapema/2014/02/05/a-menina-que-roubava-livros-uma-adaptacao-fiel-para-agradar-a-todos-os-gostos/?topo=52,2,18,,220,77

Jamais havia assistido a um filme, ou mesmo lido um livro, cujo narrador fosse a morte. Jamais imaginei que pudesse despertar simpatia pelo condutor das almas, no seu modo de falar. Não o quero narrando a minha partida tão cedo, mas, daqui a muitos anos, quem quer que seja o narrador, que tenha o mesmo olhar, a mesma sensibilidade, que me conheça por dentro, assim como no filme. Liesel Meminger teve este privilégio. E teve mais... aprendeu a sorrir, quando a vida apenas lhe apresentava o chorar. Descobriu no “trovão” um coração e soube adoçá-lo. Encontrou num tocador de acordeão, já beirando a meia idade, um parceiro de travessuras tão ou mais moleque do que ela. Viveu o primeiro amor sem mesmo saber do que se tratava, e dele se despediu, exatamente quando tomou sentido de sua existência. Reencontrou o irmão perdido num amigo oculto, que aprendeu a ver a vida a partir do seu olhar. A cada perda, Liesel dava as mãos à parceira coragem, enfrentava seus adversários, contava histórias e escrevia a sua própria. Enquanto a observava, apreciando o mórbido narrador, meus olhos, ouvindo o intenso pulsar que saía do meu peito, se expressavam copiosamente, com a única linguagem que eles conhecem... e me fizeram lembrar que, depois de muitas perdas e momentos de tristezas e incertezas, podemos seguir escrevendo a nossa história... Minhas páginas agora têm novas cores, e mesmo com os percalços inerentes à caminhada, têm tuas mãos que as minhas apoiam, o teu abraço que meu ser inteiro acolhe, tem tu, que narras e escreves junto comigo as linhas do livro de nossas vidas... 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Casamento

O casamento mais importante é o amor, a companhia... [Lutero – Amor à vida]

                                                   
                                                [Foto: Art of Women]

O casamento... da forma que leio...

É quando um tem no outro o colo, o abrigo, a amizade cuidadosa e ocupada, um do outro, o companheirismo, a cumplicidade, a paixão ardorosa, que alimenta a volúpia, tão necessária, também, à convivência... é quando um e outro se permitem viver, se entregam, sem cobranças, sem rótulos, sem o sentimento de posse, mesmo sabendo se pertencerem... um ao outro... É quando a saudade é a todo tempo, e ao mesmo tempo, sanada e constante... é quando se fecha os olhos e se sente o toque do outro, mesmo que distantes... e cada reencontro é celebrado como se fora o primeiro, como se não existisse nova chance...

É quando me olho e te vejo, quando meu sorriso traduz meus sentimentos... quando alcanças o que digo mesmo que permaneça em silêncio... quando te sinto e te enxergo por dentro... quando simplesmente cruzamos nossos olhares, nos abraçamos e nos entendemos.